Não sei vocês, mas eu prefiro mil vezes ficar puta com alguma coisa, do que magoada. Quando algo chateia a gente, a ponto de causar um estresse desnecessário ou uma vontade de mandar pro inferno, eu acho natural que mande, que pense, que grite por dentro. Toda relação tem disso, ninguém é de ferro. Agora quando uma coisa me incomoda a ponto de me tirar noites de sono, de sumir com meus sorrisos ou de não ter vontade sequer de continuar uma discussão... Pode ter certeza que a coisa tá feia. A raiva é passageira, a mágoa não. É curada aos poucos, dia após dia. Exige paciência, cuidado, carinho. Não é solucionada de uma semana pra outra, nem esquecida como o almoço do dia anterior. Não existe nada mais comum do que xingar até a última geração de alguém, e no dia seguinte acordar como se nada tivesse acontecido. Agora quando essa pessoa deturpa a própria imagem diante de nós, quando a gente passa a não saber como lidar com determinadas situações, quando damos de cara com uma mentira ou nos decepcionamos com algumas atitudes, é melhor ficarmos atentos. Desentendimentos e erros não são motivos para uma desistência, mas podem servir de alertas para que novos erros não sejam cometidos no futuro. Acredito que todos nós temos direito a uma segunda ou até terceira chance, desde que faça por merecer cada uma delas. Não somos absolutos, não estamos isentos de erros. Mas temos por obrigação, que arcar com as conseqüências de nossas escolhas. Hoje li uma frase que ficou o dia inteiro na minha cabeça: “aprenda com seus erros e eles não serão mais erros.” Talvez seja isso. Talvez seja esse o segredo. Saber tirar vantagem dos nossos fracassos também. Afinal de contas, é graças a eles que valorizamos os nossos acertos.
Via. Carolline Vieira.

Nenhum comentário:
Postar um comentário